Terça-feira, 30 de Junho de 2009

"toda Mafalda, da primeira a última tira"

Nascida em Buenos Aires no ano de 1963, com o intuito de ser uma tira cômica para publicidade disfarçada de uma marca de eletrodoméstico, Mafalda, a menina atrevida, inteligente, foi criada por Joaquin Salvador Lavado, o Quino. O cliente da agência discordou da campanha e então Quino arquivou as primeiras tiras de Mafalda.
Mas no ano de 1964, Quino retirou Mafalda da gaveta para participar do Primera Plana, um importante semanário da Argetina. As publicações das tirinhas da Mafalda, passou por jornais argentinos, como El Mundo, e em 1965 foi lançado o primeiro album com todas as tiras publicadas no jornal.Em 1967, Quino assinou contrato com Siete Días, um semanário.Mafalda foi traduzida para varias linguas, como italiano, inglês,hebraico,dinamarquês e francês. E apareceu pela primeira vez no Brasil, numa revista de pedagogia no ano de 1970. De 1973 a 1977, Quino parou de produzir as tiras da Mafalda, e só voltou por conta de um pedido da ONU, para ilustrar a "Declaração dos Direitos da Criança", com Mafalda e sua turma. Em 1981, são lançados no Brasil livros com as tirinhas da Mafalda.
E foi um desses livros, "toda Mafalda, da primeira a última tira", que eu estou mergulhando no universo de Mafalda e seus amigos, Manolito, Filipe, Susanita e Miguelito. Já conhecia, mas de muito pouco, dos livros de português, quando tinha alguma tirinha para interpretação de texto e nada mais. Mas...o detalhe é, Mafalda não se interpreta, nem entende, Mafalda, a gente se junta a ela, concorda e ainda levanta a bandeira da menina contestadora, que não aceita o mundo como é, porque se uma criança de 7 anos, tem tanto para protestar, avalie nós...
Mafalda On-line, divirta-se!

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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Maria Bunitá Muderna em, Viva Saum Jaum!

Mariá Bunitá Muderna, resolveu passar o São João com sua amiga Cotinha.

-andi logo, mariá, etah demora de meu deus!

- ixi jisus, Cotinha, só farta o batom...prontin! quanta afobação é essa muiér, o arraia não vai sai do lugar naum!

- eu sei, eu sei, mas é q hoje to a fim de arrumá um parcêro prá dançá forró até o dia manhecer.

- uê mamãe, e quem não quer uma proeza dessa muiér?!

- pois intão largue de se embelezar e vumbora...

- vumbora sô!

Chegando no arraiá...

- ixi q o negocio ta é fracu hj Cotinha.

- ta mermo Maria, mas veja aqueles dois rapaiz ali, embaixo da árvore.

- hum...parece inté sortêros! Eta Cotinha, axo q eles perceberam q nóis tamú de zóio neles...

- ihhh, perceberam mesmo, má é mió assim!

- oh lá, oh lá...ixi, meu óiá cruzou cum o dele..ixi, xega deu uma tremêdera! Hahahaha!

- hahahah! ói, tu fica cum o baixinhu e eu com o altão! - propôs Cotinha.

- tudo certo já! Hahaha!

Tempos depois...

- é...o jeito é a gente dançá juntas mermo Cotinha...

- nem me fale, já vai cumeçar a outra banda .

- ihhhh, dá uma olhadinha pra trás ...

- Eta meo deos, é o Altão!

- hum...mas presta atenção nesse de cabelo lisinho aki passando, ulá lá, are baba q coisinha hein...

- ahh num sei não Mariá, o nariz dele não me agradou, tem algo estranho...

Sem perceber, o “Altão”, estava na frente de Mariá, ouvindo toda a prosa.

- moça...nem disfarce, to ouvindo cês criticano o povo ae...q coisa fêa!

- huahuha! Coisa fêa, ta fazeno tu, de ouvido na conversa alheia, né não Cotinha?!

- cum toda certeza!

- vamu dançá moça, mas naum me critique! Pusquê eu naum sei dançá, to precisano de uma fêssora!

- ta bom, moço, simbora nesse forró.

Mariá aceitou a dança do rapaz que Cotinha, tava de olho. Enquanto dançava, Mariá, fazia sinal para Cotinha, o rapaz, estava xavecando Mariá, e então após uma dança...

- diga para ela, Mariá que eu danço bem por dimais!

- noussa sinhôra, dança bem por dimais ele Cotinha!

- hauhauha!

- então Cotinha, cê apóia, eu e a Mariá?!

- né comigo naum moço, é com ela!

O “Altão” pegou Mariá para dançar novamente, e no meio da dança, mais xaveco!

- e então moça, é com cê, to isperando...

Mariá fazia sinal para Cotinha, que acabou dando um sinal positivo, e então Mariá beijou o rapaz “Altão”. Depois de um tempinho, o “Altão”, fala para Cotinha...

- Não zoie agora, disfarce...ali atrás da arvore, tem um gatinhu, bem vistoso, camisa de quadrinhu vremêia, ele é gatu, pode confiá, ele ta logo ali atrás, onde eu tava.

- ahhh, seeei

- sabe é?! tava oiando tumbém hein danada!

- hauahuahuha!

Mariá ficou vrêmeia de tanto segurar a risada e pensou:

- Ah genti, faiz parte da quadrilha, a troca de parcêro, né mermo?! E viva saum jaum!



Mais Maria Bunita Muderna

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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Relacionamentos mediados pela internet




Blog novo no ar!

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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Linguagem nossa de cada dia

Depois de uma conversa com alguns amigos, na hora da despedida, ao invés do conhecido, “até logo”, foi dito por um deles, “Namastê”. A única reação na hora foi rir, e como resposta, dizer, “né brinquedo não”.
Foi então que parei para pensar, o quanto somos influenciados pela mídia. Não somente, no quesito moda e comportamento, mas também na linguagem, além de ditar os assuntos diários das rodas de amigos, a televisão dita de que forma esta conversa é exposta, através de bordões e palavras estrangeiras que ouvimos em programas de entretenimento e principalmente nas telenovelas. Sem dúvidas, o personagem que possui um bordão, é inserido no elenco em busca de audiência, visto que carrega humor, o que atrai a maioria do público que assiste as telenovelas.
Em geral os bordões são criados a partir de conversas informais, da periferia, de cidades do interior, de lugares que possuem uma linguagem própria desconhecida pela maioria da população e até mesmo de expressões já conhecidas, que são adaptadas com uma sonoridade e gestos, para chamar atenção, como exemplo o “né brinquedo não”, bordão da personagem Dona Jura, interpretada pela atriz Solange Couto da novela O Clone, da Rede Globo, que é uma adaptação de “Não é brincadeira”.
Essas novas expressões atraem o público não só pelo humor, mas também pela identificação com os personagens, e são usadas para se expressar em várias situações. O que acaba tornando a televisão uma grande indústria cultural, que cria e recria moda, comportamento e linguagem.
Hoje, devido ao sucesso, da novela “Caminho das Indias” da Rede Globo, escrita por Gloria Perez, é impossível não ouvir um “Namastê” (bom dia, boa tarde ou boa noite), ou um “tik tik”(sim,sim),é a cultura indiana invadindo a conversa dos brasileiros, graças a influência midiática.E assim aconteceu também com a novela O Clone, que também foi escrita por Gloria Perez, onde a cultura mulçumana, tomou conta do cotidiano brasileiro, expressões como “Inshalá”, ao invés de “Se Deus quiser” eram ditas enquanto a novela esteve no ar e algum tempo depois do final.
Esse empréstimo de outra língua para que possamos fazer uso no dia-a-dia, nada mais é uma ligação entre identidades culturais, povos e políticas diferentes. Conhecemos através da televisão os costumes de povos que talvez nunca fossemos conhecer, a não ser por reportagens especiais em algum programa jornalístico, que teria caráter informativo. Nunca por causa de uma reportagem, conheceríamos e fixaríamos o idioma de outro povo, como acontece com o uso do estrangeirismo nas telenovelas.
O estrangeirismo tem o lado positivo, se for usado como forma de conhecimento de outras culturas, o que acontece quando é inserido no contexto de uma novela, e não como uma forma de absorver uma cultura para o cotidiano, querendo viver de acordo com o padrão de vida daquele povo. Como exemplo dessa absorção,vemos a cultura norte-americana, o estrangeirismo norte-americano tomou conta do cotidiano dos brasileiros, de modo que hoje, quase tudo é pensando com base no modelo norte-americano.
Atchá (Tudo bem), juntando os vários sotaques brasileiros, mais os bordões e estrangeirismos mostrados nas novelas, criamos a linguagem nossa de cada dia para diferenciar e até mesmo divertir os nossos diálogos.
A televisão é uma grande fábrica de influências, a novela, como um produto dessa fábrica, não serve somente como entretenimento, com personagens engraçados e cheios de bordões, mas também para enriquecer a nossa cultura. Talvez não vamos conseguir tirar dos bordões nada mais do que humor, to certa ou to errada? Mas devemos enxergar pelo menos, o estrangeirismo como uma forma de enriquecimento da nossa linguagem, já que através dele conhecemos um pouco da cultura de outra sociedade.

Postado também no Gaveta de Briefing

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Domingo, 19 de Abril de 2009

“Amor Virtual” – Relacionamentos mediados pela internet


A procura por alguém para se relacionar, é algo que todo o ser humano faz. Antes haviam casamentos por conveniência, um homem e uma mulher casavam-se porque era bom para os negócios da família e o status perante a sociedade. No meio do século XVII, houve aqueles que contrários a essa condição, resolveram casar por amor.
Essa procura mudou do âmbito familiar para o grupo de amigos, quando as pessoas resolveram casar por amor. Homens e mulheres passaram a freqüentar barzinhos, festas, lugares públicos, a prestar mais atenção nas pessoas que estavam no local de trabalho, na vizinhança, tudo em busca de um par para um encontro. Havia troca de números de telefones, e até mesmo de cartas para que se mantivesse o contato.
O chamado “namoro à antiga” era onde o homem e a mulher se conheciam por alguma dessas formas citadas, em seguida o rapaz pedia a família da moça, para namorar, namoravam por longos anos e em seguida noivavam, e por fim havia o casamento.
Algo que aconteceu para quebrar esse padrão de namoro foi uma revolução sexual nas décadas de 1960 e 1970, em que o sexo antes do casamento passou a ser fator fundamental nas relações amorosas. Essa revolução deu-se por causa da diminuição da religiosidade, o surgimento dos anticoncepcionais e a emancipação feminina.
No final do século XX, os computadores, foram ligados em rede, formando a internet, que passaria a ser mais um meio de comunicação entre as pessoas em um mundo virtual, chamado de ciberespaço.
O termo ciberespaço foi criado pelo escritor de ficção cientifica William Gibson em seu Neuromancer, em 1984. Para Gibson (apud LEMOS, 2004, P. 127), o ciberespaço é um espaço não-fisico ou territorial composto por um conjunto de redes de computadores através das quais todas as informações (sob as suas mais diversas formas) circulam.
“O ciberespaço é um espaço sem dimensões, um universo de informações navegável de forma instantânea e reversível.” (LEMOS 2004, p. 128).
O ciberespaço trouxe mais algumas formas de comunicação: emails, salas de bate-papo, redes sociais, como Orkut, MSN, facebook, twitter, blogs. A instantaneidade, e a possibilidade de se conectar com o mundo através de um clique, chamaram atenção de todos. Hoje as pessoas usam o ciberespaço e suas redes sociais, para interagir e procurar parceiros, o que fez surgir um novo tipo de relacionamento, os relacionamentos virtuais. Relacionamentos mediados por emails, scraps, posts em blogs, conversas pelo MSN.
No ciberespaço é possível ser quem você quiser, o fato de estar atrás de uma tela de computador, faz com que pessoas tímidas, usem mais a internet como forma para encontrar parceiros.
O que acontece inicialmente é, ao teclar com alguém, você se interessa no que a pessoa tem a dizer e não a mostrar. Em um barzinho, a aproximação acontece mais pela atração física, enquanto que na internet como muitas vezes, você não vê a pessoa, primeiramente há o interesse na conversa.
No ano de 2007, uma pesquisa realizada pelo IBOPE, constatou que 20,1 milhões de brasileiros acessam a internet diretamente de casa e que as páginas mais visitadas são os buscadores, portais e redes sociais. Dessa forma podemos perceber que hoje uma das principais fontes para se conhecer um parceiro é a internet e suas redes sociais.
Houve assim a inversão da forma que se tinha antigamente para conhecer pessoas. Antes, as pessoas iam a barzinhos, boates, com a finalidade de conhecer novas pessoas, e a partir disso manter algum relacionamento. Hoje, é o contrario, há troca de emails, Orkut e MSN, para se conhecer, descobrir afinidades, trocar informações um sobre a vida do outro, para depois disso acontecer ou não o encontro pessoalmente.

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